São momentos tórridos, no entanto sinto-me congelada. Eu ando por entre gentes, prédios, postes e parcas árvores. São muitas as gentes, e muito poucas as árvores. A alegria é escassa, o riso desesperado. Por sorte, não há esperança, mas também não há aonde ir. A apatia parece ter feito ligação com as moléculas que respiro.

A água que bebo não me refresca. A comida que como não tem sabor. Onde vejo flores, não sinto cheiros. E o amor que improviso não me aquece o corpo. E sei que verdadeiramente nisto, não estou só.

Pergunto-me onde esconderam os sentidos. Quem os levou? Por onde é que se foge do prosseguir apenas?

O lugar em que vivo, e sei que verdadeiramente nisto não estou só, é distopia sem catarse. As palavras se foram e as ações há tempos não existem, é só o que consigo dizer.

Queria mesmo é que levassem o presidente. Este país é um lugar triste.

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